sábado, 14 de outubro de 2017

Avante, camaradas PSD

O melhor deste manifesto que parece que anda por aí a entusiasmar parte da militância PPD/PSD é a citação em epígrafe. De quem? De Jacques Rancière.

E quem é Jacques Rancière? Um filósofo francês que escreveu coisas como estas: «A única herança comunista que vale a pena examinar é aquele que nos é oferecida pela multiplicidade de formas de experimentação da capacidade de qualquer um, hoje como ontem. A única inteligência comunista é a inteligência colectiva construída através dessas experiências.»

Mas, dirá o leitor, ele, na citação fala de democracia. Pois fala. Então aqui fica o esclarecimento: «Devemos simplesmente chamá-lo (ao futuro da emancipação) de "democracia"? Existe uma vantagem em chamá-lo de "comunismo"? Vejo três razões para esse sobrenome. A primeira é que enfatiza o princípio da unidade e da igualdade das inteligências. O segundo é que enfatiza o aspecto afirmativo inerente à colectivização deste princípio. O terceiro é que indica a capacidade de auto-superação inerente a este processo, o seu infinito que implica a possibilidade de inventar futuros que ainda não são imagináveis.» [Para Rancière ver aqui.]


Não tarda, o pessoal do PSD anda por aí a cantar a Internacional. Avante, camaradas.

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