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sexta-feira, 28 de junho de 2024

O amor-próprio de Biden

Pode a cegueira de um homem arrastar não apenas um país, mas um modo de vida - isto é, uma forma civilizacional - para a ruína? Talvez possa. A cegueira de Joe Biden pode arrastar os EUA para uma grave crise democrática e, no balanço, levar também a Europa ocidental consigo. É verdade que as crises não se podem personalizar e não são o efeito de uma pessoa, mas o problema é diferente.

Biden devia ter tido a humildade de reconhecer que a defesa da democracia nos EUA e no mundo necessitava de alguém mais jovem, mais pujante e mais capaz de lidar com a crise que enfrentamos. O problema de Biden não é ele ser o desencadeador da crise, mas de ser impotente para a enfrentar. 

Retirar-se no fim do mandato por não se recandidatar, seria uma saída gloriosa. Retirar-se, como tudo aponta, por derrota às mãos de Trump é uma humilhação inútil e um acto de egoísmo que nem mesmo a um político se poderá perdoar. Um amor-próprio, o de Biden, não apenas inútil, como perigoso.

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Senis e não seniores

Há um sintoma que parece confirmar que os EUA são uma potência em decadência. Não se trata da economia, nem das questões militares ou de relações internacionais. Uma grande potência que tem como únicos candidatos elegíveis para a sua Presidência Joe Biden e Donald Trump só pode estar muito doente. Uma coisa é ter candidatos seniores outra é apresentar candidatos a roçar a senilidade. Uma sociedade que se revê nessas candidaturas deixou de pensar no futuro.