quinta-feira, 23 de novembro de 2017

O pescoço a jeito

Os tempos não correm de feição a António Costa e ele também não ajuda. Tancos, os incêndios, a legionella. A lei de Murphy tomou-o de ponta e, como se sabe, qualquer coisa que possa ocorrer mal, ocorrerá mal, no pior momento possível. E assim se tem cumprido. Por outro lado, les compagnons de route estão apostados em que a route regional não se transforme em auto-estrada, e vão de criar uns quantos problemas ali mesmo onde a coisa dói, isto é, na função pública. Com o Murphy e os compagnons indispostos, o próprio António Costa e o governo decidiram pôr o pescoço a jeito. Não bastava a desorientação na segunda vaga de incêndios, como agora fazem, nem Deus sabe porquê, transferências avulsas como o Infarmed. Ainda não perceberam que, nas actuais circunstâncias, o melhor que o governo deve fazer é fazer-se de morto. Houve um momento em que parecia que havia ali alguém que pensava, mas ou reformou-se, ou emigrou para a Europa.

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