quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Passos Coelho

Não há ninguém que pense e aconselhe este pobre rapaz? Por mim, tudo bem. Eu não voto no PSD nem na direita. Mas há coisas que confrangem. Passos Coelho parece aqueles jogadores que não foram convocados pelo treinador, mas que nos cafés dizem que se eles jogassem a equipa ganhava por mais e até ia duas vezes à frente do campeonato. Ele acha que fora do círculo dos militantes do seu partido alguém o leva a sério, por maior que seja a sua máscara de frade pregador? Ser alternativa ao governo é ter alternativas e não as mesmas políticas, mas que seriam melhores só porque seriam feitas pelo enviados do Senhor que aterraram todos no PSD. Isto é de uma infantilidade desmedida. Ora o país precisa que o governo e a maioria sejam confrontados com alternativas políticas inteligentes, bem pensadas e adaptadas ao país que existe (e não ao que se supõe existir). A democracia faz-se de confronto pacífico, mas firme. O país tem tudo a ganhar se o confronto for inteligente, exigente, bem preparado. Ora uma oposição casuística e cheia de patetices como estas pouco exige ao governo e à maioria que o suporta. A sério, até a mim, que não o quero no governo, estes exercícios (que nunca podem ser testados) me confrangem.

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